Montando um Stir Plate (Duplo)
Material:
Fonte interna de microcomputador
Cooler de microcomputador
Imã de HD
Potenciômetro de fio de 10 a 30 ohms (atentar para não comprar o de carvão, pois não serve)
Botão para regulagem do potenciômetro (Knobs)
LED
Resistor para LED
Chave liga/desliga
Fita isolante
Parafusos
Caixa de madeira MDF
Tinta Spray (caso queria pintar a caixa)
Estanho para solda
Ferro de solda
Ferramentas (alicate, chaves de fenda, furadeira etc)
Lixa
Cola (usei Araldite)
Passo-a-passo
Iniciei o processo de montagem do Stir Plate desmontando a fonte encontrada no computador:
Retirei-a completamente dessa proteção metálica, restando apenas a placa, seus componentes eletrônicos, um dos coolers que aproveitei e a fiação.
Prossegui medindo, dividindo e fazendo a furação da caixa em MDF de modo que ficasse com um cooler de cada lado, na parte superior, e a placa da fonte centralizada na parte inferior, deixando espaço nas laterais para colocar um potenciômetro, uma chave liga/desliga e um LED de cada lado, individualizando a ligação de cada um dos coolers. Fiz também alguns furos nas laterais, parte traseira, superior e inferior da caixa permitindo a circulação de ar com intuito de resfriar a placa da fonte (usando a ventilação produzida pelos dois coolers).
A caixa utilizada foi o modelo abaixo, sendo que a parte interna possui algumas divisões, porém removível. Depois de furada, foi lixada e pintada com tinta spray.
Fixei a placa da fonte de forma que não ficasse totalmente encostada na parte inferior da caixa, usando parafusos e uma porca intermediária entre elas (a caixa e a placa da fonte).
Da mesma forma com os coolers. Após colar no centro da hélice o imã de HD, fixei-os na parte superior (foto abaixo) deixando um pequeno vão entre eles e a madeira, a fim de não travarem quando acionados, pois a barra magnética acaba atraindo as hélices, evidentemente.
Outra coisa para se atentar é na colocação dos imãs, eles podem travar a hélice por contato com algum metal ou algo magnetizado que há na parte interna dos coolers (não sei ao certo o que é), por isso é recomendado usar uma arruela entre os dois.
O potenciômetro usado é o de fio, um pouco maior que o de carvão. Usei dois knobs para dar um melhor acabamento na parte frontal do Stir Plate.
Nas ligações, utilizando os fios de saída que há na fonte, soldei um fio vermelho (cinco volts) em uma das pontas da chave liga/desliga e na outra ponta soldei o fio que foi conectado ao primeiro pino do potenciômetro (na foto acima, pino superior). Nesta última ponta da chave soldei também a parte positiva de um LED, porém, para não queimá-lo, usei um resistor intermediando essa ligação. Assim, posicionando a chave (foto abaixo) para cima, ao mesmo tempo em que passa a funcionar o cooler, o respectivo LED é ligado.
No segundo pino do potenciômetro (na foto, o pino do meio) soldei o fio força do primeiro cooler (fio vermelho – positivo) e o fio preto do cooler liguei com outro fio preto da própria fonte.
Com o segundo cooler, o que já era da própria fonte, fiz quase tudo da mesma forma, a única exceção foi a ligação do fio força, pois usei o amarelo da fonte (12 volts) ao invés do vermelho (cinco volts). Com isso, a rotação deste último ficou um pouco mais forte e melhor para ser utilizada com grandes quantidades de líquidos.
Aproveitei os dois fios (vermelho e preto) que faziam funcionar o cooler próprio da fonte para ligar um LED (com resistor na parte positiva) para indicar que o aparelho já está pronto para o uso. Assim, quando ligado na tomada, o LED se acende.
Não mencionei, mas para ligar todo o sistema aproveitei a tomada fêmea que vem na fonte e a fixei na parte traseira da caixa de madeira, conectando o fio nesta e na tomada de força 110 ou 220 V, pois também aproveitei o regulador de voltagem para ter mais uma opção de uso.
Algumas observações necessárias a serem feitas são: para o funcionamento da fonte não basta apenas ligá-la na tomada, é preciso unir o único fio VERDE que há no “chicote” com algum fio preto (terra) da própria fonte; para a ligação de qualquer LED é preciso um resistor, conectado na parte positiva daquele (haste maior); novamente, o potenciômetro deve ser de fio e não de carvão; todas as conexões e junções de fios foram soldadas para uma melhor fixação e condutividade; cuidado com o ferro de solda nos LEDs, o calor excessivo pode queimá-los.
Enfim, acredito que seja mais ou menos isso. Peço desculpas pela falta de termos técnicos e de uma melhor esquematização de tudo. Coloco-me a disposição para eventuais esclarecimentos e correções acerca do que escrevi. Sugestões de melhorias são bem vindas.
Espero que tenha ficado algo inteligível, pois não sou nenhum expert no assunto, apenas um curioso que se deu bem seguindo a lógica.
A ideia do vídeo e deste simples tutorial surgiu para que fosse divulgado ao maior número possível de cervejeiros caseiros que podemos, com muito pouco, construir nosso próprio equipamento. Básico, porém útil.
Assista ao vídeo de funcionamento:












